DISTRITO FEDERAL — Um total de 1.902 pessoas estava inscrito nas listas de espera por transplantes de órgãos e córneas até 31 de agosto, segundo a Secretaria de Saúde. A maior demanda era por rim, com 991 pacientes, seguida por córnea, com 830. Também havia 43 pessoas à espera de fígado e 38 de coração.
A situação é destacada no Dia Nacional da Doação de Órgãos, celebrado neste domingo (27). A autorização da família pode permitir que órgãos de uma pessoa morta sejam destinados a pacientes que aguardam por um transplante. No Brasil, a decisão dos familiares é necessária para a doação após a morte.
Conversa com a família
Um cardiologista ouvido sobre o tema afirmou que comunicar previamente o desejo de ser doador pode ajudar os familiares em um momento de luto. “Deixar essa vontade clara é uma forma de cuidar de quem você ama”, disse.
O médico também ressaltou que a autorização deve ocorrer com informação e sem pressão. As dúvidas da família precisam ser esclarecidas, e os parentes devem ser acolhidos, ouvidos e respeitados durante a conversa.
Paciente esperou por um coração
Em 2025, a rede pública do Distrito Federal realizou 38 transplantes de coração. Um dos pacientes foi Adalberto Souza da Anunciação, de 33 anos, que passou cerca de um ano internado no Hospital Santa Helena aguardando pelo procedimento.
Os primeiros sintomas foram mal-estar e fraqueza. Depois de procurar atendimento, ele foi orientado a consultar rapidamente um cardiologista porque seu coração estava aumentado. Adalberto ficou 28 dias no Hospital de Base do Distrito Federal e, posteriormente, foi internado por cerca de 20 dias no Hospital Santa Helena.
Após uma nova piora, recebeu a informação de que não poderia deixar o hospital antes do transplante. A cirurgia foi realizada no Instituto de Cardiologia e Transplantes do Distrito Federal, em 5 de fevereiro de 2025.
Adalberto afirma que se recupera bem, continua tomando as medicações e voltou ao trabalho. “A doação de órgão salva vidas”, declarou.
Segundo o cardiologista Hugo Faria, a distribuição dos órgãos considera fatores como urgência clínica, compatibilidade sanguínea, tamanho adequado do órgão e tempo de espera, e não apenas a ordem de chegada.
Após o transplante, o paciente precisa de acompanhamento regular, usar medicamentos contra a rejeição por toda a vida e adotar cuidados para prevenir infecções. Com a recuperação, pode retomar atividades cotidianas, o trabalho e exercícios físicos, conforme orientação da equipe médica.








