Joinville, Quinta-feira, 24 de setembro de 2026
Brasil

Caso Master amplia desgaste de Flávio Bolsonaro nas redes, aponta monitoramento

Denúncia sobre o financiamento de “Dark Horse” gerou 383 mil menções e cerca de 8,6 milhões de interações em dois dias.

Relação com Master desgasta Flávio Bolsonaro nas redes sociais, mas direita reage

A denúncia sobre o financiamento do filme “Dark Horse”, cinebiografia de Jair Bolsonaro, provocou a maior repercussão do caso Master nas redes sociais nos últimos 30 dias. O levantamento do Instituto Democracia em Xeque (DX) registrou 383 mil menções e cerca de 8,6 milhões de interações nos dias 13 e 14 de maio, a partir do acompanhamento de mais de 16 mil perfis no Facebook, Instagram, YouTube, X e TikTok.

O filme foi patrocinado pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro e negociado diretamente pelo senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A divulgação de um áudio entre os dois transformou o episódio em uma disputa política nas plataformas digitais.

Esquerda lidera publicações e interações

No período analisado, foram identificados 4.829 posts com menções a Vorcaro e Flávio. Os perfis de esquerda responderam por 1.469 publicações, enquanto os de direita fizeram 1.133 e os perfis de imprensa, 676.

Em interações, a esquerda também ficou à frente, com mais de 4 milhões. A imprensa somou 3,5 milhões, e a direita, 2,6 milhões. Para o DX, os números indicam que o conteúdo do áudio e os valores relacionados ao financiamento do filme foram usados para pressionar politicamente o senador. O instituto também apontou que a direita não apresentou uma resposta unificada ao caso.

O termo “Bolsomaster” passou a ser associado ao desgaste da pré-campanha de Flávio Bolsonaro. Entre os partidos progressistas, o PT registrou 591.715 interações em 172 posts, enquanto o PSOL teve 561.579 interações em 46 publicações. O PL, que atuou na defesa do senador, alcançou 419.56 interações em 47 posts.

Defesa aposta em “zero de Lei Rouanet”

A reação de apoiadores de Flávio teve como principal estratégia o bordão “zero de Lei Rouanet”. A narrativa sustentava que o filme não receberia dinheiro público e que, por isso, o senador teria buscado o patrocínio de Vorcaro, que naquele momento não tinha acusações.

Perfis contrários responderam associando a obra ao termo “Roubanet” e relacionando o áudio a outros episódios, como o do detergente Ypê. Outra frente de atuação dos apoiadores de Flávio mirou uma suposta traição de Romeu Zema. O ex-governador e pré-candidato à Presidência pelo Partido Novo havia publicado um vídeo criticando o senador após a divulgação da conversa com Vorcaro.

As publicações de maior engajamento, porém, concentraram-se inicialmente na cobrança de Flávio a Vorcaro por valores ligados à produção do filme. Também foram retomadas declarações anteriores do senador sobre não ter relação com o ex-banqueiro, diante do posterior reconhecimento de que houve negociação.

O termo “lavanderia Master” também ganhou espaço. Perfis de imprensa e de esquerda destacaram que o financiamento de “Dark Horse” superou o de produções brasileiras como “Ainda Estou Aqui”, vencedora do Oscar, e “O Agente Secreto”, indicado ao prêmio. As postagens questionaram a utilização dos recursos de Vorcaro, incluindo valores enviados a uma empresa ligada a Eduardo Bolsonaro.

O monitoramento ainda identificou referências a denúncias de corrupção envolvendo Flávio Bolsonaro, como rachadinha, Fabrício Queiroz, aquisição de imóveis, loja de chocolates e patrimônio. A queda da bolsa de valores e a alta do dólar no dia da divulgação do áudio também foram relacionadas, nas publicações, a uma possível revisão das apostas do mercado financeiro sobre a viabilidade eleitoral do senador.

O relatório atribuiu aos perfis de imprensa a função de ampliar e validar a denúncia. Com as informações, os perfis progressistas passaram a usar o episódio como argumento contra a candidatura de Flávio Bolsonaro.

Texto produzido pela Redação Jogo em Rede com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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