Joinville, Quinta-feira, 24 de setembro de 2026
Brasil

Caiado pede investigação sobre suposta propina ligada a campanhas de 2022

Candidato defendeu que Polícia Federal e Supremo esclareçam acusações envolvendo Daniel Vorcaro, Jair Bolsonaro, Tarcísio de Freitas e Gilberto Kassab.

Caiado diz defender investigação para apurar suposta propina de Vorcaro articulada por Kassab
Foto: Eduardo Knapp/Folhapress

Ronaldo Caiado defendeu a abertura de investigações para esclarecer a suposta propina que Daniel Vorcaro, do Banco Master, teria entregue às campanhas de Jair Bolsonaro e Tarcísio de Freitas em 2022. Segundo o relato atribuído ao ex-banqueiro, o pagamento teria sido articulado por Gilberto Kassab, vice na chapa presidencial de Caiado pelo PSD.

Durante sabatina em São Paulo, Caiado foi questionado se Kassab continuaria na chapa caso a Polícia Federal abrisse uma investigação. O candidato afirmou que todas as informações devem ser analisadas e lembrou que Kassab e Tarcísio negaram as acusações.

“Que abra tudo. Que não fique dentro de uma posição. Que a Polícia Federal e também o Supremo identifiquem se houve alguma coisa ou não”, disse Caiado. Ele defendeu que a apuração alcance os envolvidos, sem distinção.

Acusações contra o Banco Master

Às autoridades, Vorcaro afirmou que os R$ 5 milhões doados às campanhas de Bolsonaro e Tarcísio em 2022 seriam pagamento de propina articulado por Kassab. O relato aparece em três propostas de delação apresentadas pelo ex-banqueiro e recusadas pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República, que não identificaram fatos inéditos nas declarações. Vorcaro também não teria apresentado provas para comprovar as acusações.

O ex-banqueiro citou ainda caixa dois de R$ 10 milhões para o PSD. Kassab negou o conteúdo e afirmou que os relatos “não têm qualquer sustentação factual”, além de dizer que não tem relação com Vorcaro.

Na sabatina, Caiado também negou ter beneficiado o Banco Master durante o governo em Goiás por meio de um projeto de lei que ampliou o crédito consignado. Segundo ele, a medida alcançou todas as empresas habilitadas a oferecer crédito no estado, entre elas o Master.

Propostas apresentadas na sabatina

Sobre o Supremo Tribunal Federal, Caiado defendeu idade mínima de 60 anos para ministros, quarentena de quatro anos antes do retorno à profissão após a saída do cargo e prazo de oito anos para que um magistrado possa entrar na política. Para ele, as regras ajudariam a corte a voltar a ter “pessoas com altíssimo nível”. O candidato classificou o momento do tribunal como de “desordem institucional”.

Caiado voltou a defender a quebra do sigilo dos processos do Master e do INSS. Na economia, propôs cortar “100% das emendas impositivas”, auditar o dinheiro público e revisar quase R$ 600 bilhões em incentivos e isenções fiscais. Na segurança, manteve a posição contrária ao uso de câmeras por policiais.

Desempenho nas pesquisas

No Datafolha divulgado nesta quinta-feira (3), Caiado registrou 4% das intenções de voto. Augusto Cury (Avante) subiu de 2% para 8% e passou ao terceiro lugar.

O candidato também tem sido cobrado a ampliar o discurso para além de Goiás. Na sabatina, afirmou por engano que vai “ser governador do estado”, em vez de mencionar a disputa pela Presidência da República.

Caiado foi deputado federal por cinco mandatos, com o primeiro iniciado em 1991. Em 2014, foi eleito senador por Goiás. Chegou ao governo estadual em 2018 e foi reeleito no pleito seguinte.

Texto produzido pela Redação Jogo em Rede com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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