Afrânio Boppré (PSOL), candidato ao Senado por Santa Catarina, defendeu uma maior articulação entre os governos estadual e federal para ampliar o acesso dos catarinenses a políticas públicas. Ele também criticou o governador Jorginho Mello (PL), falou sobre infraestrutura, saúde, educação e violência contra a mulher.
A principal proposta apresentada por Boppré é atuar como representante de Santa Catarina em Brasília e reduzir a distância entre o estado e o governo federal. Na avaliação dele, o estado vive uma “década perdida” e perde investimentos quando não há diálogo entre as diferentes esferas de governo. O candidato afirmou que pretende exercer uma função de vinculação e representação dos interesses catarinenses.
Boppré disse que usaria critérios técnico-políticos na análise de indicações para o Supremo Tribunal Federal, a Procuradoria-Geral da República, o Banco Central e outras autoridades. Também afirmou que o Banco Central não deve atender apenas aos interesses dos banqueiros e defendeu que eventuais reformas institucionais tenham como objetivo consolidar a democracia brasileira.
Mudança de candidatura e propostas para SC
O candidato explicou que deixou a disputa pelo governo de Santa Catarina para concorrer ao Senado após uma orientação política do partido. Segundo ele, a composição busca enfrentar um grupo de extrema-direita radical e dar consequência prática à estratégia nacional da legenda.
Na área da educação, Boppré voltou a criticar o Universidade Gratuita. Ele defendeu uma reformulação do programa e afirmou que os recursos deveriam ser direcionados aos estudantes, como previa o artigo 170 da Constituição. Para o candidato, a política deve garantir educação pública gratuita.
Sobre as rodovias federais, citou as BRs 101, 470, 280 e 282 e disse que o Senado pode contribuir na discussão de prioridades e no planejamento dos investimentos. Boppré afirmou que não apoiará projetos sem planejamento, projeto de engenharia ou previsão orçamentária e que pretende atuar como articulador político do estado.
Na saúde, o candidato declarou que pretende destinar emendas com participação das áreas responsáveis e da população. Ele mencionou o valor de R$ 600 milhões em emendas para cada senador e defendeu o orçamento participativo.
Violência contra a mulher
Boppré afirmou que a violência contra a mulher exige políticas públicas estruturais, com ações desde a educação. Também criticou a falta de acolhimento nas delegacias e disse que Santa Catarina não possui a Casa da Mulher Brasileira.
“As medidas protetivas que conseguem do ponto de vista judicial ficam na bolsa”, declarou. Para ele, é necessário mobilizar as forças políticas do estado para garantir atendimento, acolhimento e proteção às mulheres.
Ao justificar sua candidatura, Boppré disse ser professor, economista e ex-deputado estadual por duas ocasiões. Ele também afirmou que pretende apoiar o presidente Lula e defender o fim da escala 6 por 1, com urgência na votação do tema pelo Senado.









